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Os ciclos de uma inovação Inovações há aos montes. Já surgem com tanta frequência que a palavra inovação quase perde o sentido. Umas aparecem e fazem o maior barulho, prometem mudar o mundo... e quando percebemos, passou....

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A teoria dos círculos sociais do Google+ Grandes projetos partem de grandes idéias, mas normalmente, essas idéias ficam escondidas abaixo da superfície que é o próprio produto final. Por comodidade ou até mesmo porque nem precisamos, não...

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NYT: Um passo atrás, dois passos à frente E a atenção está voltada ao New York Times. Não por causa de alguma notícia bombástica, mas uma que tem o próprio jornal como personagem: O New York Times (re)começa a cobrar pelo acesso online...

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Para gostar de ler e compartilhar Livros, livros e mais livros... um dia será raro chegar numa casa e se deliciar com uma estante cheinha de livros para descobrirmos. Num momento em que "social" está na moda, parece meio paradoxal...

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O (novo) Negócio de Mídia

Posted by Luciana | Posted in Apresentações, Jornalismo, ebooks | Posted on 02-06-2011

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A comunicação está sempre se reinventando. Os negócios de comunicação agora também se reinventam. A história nos ensina que cada novo meio que surgiu trouxe rupturas, incertezas e novas formas de consumir informação. Quando a rádio surgiu, muitos decretaram o fim dos jornais impressos e quando a TV surgiu previram o fim do rádio. Com a internet, preveem o fim do mundo.

Uma coisa é certa, as mudanças nunca foram tão profundas e aceleradas. O meio novato sempre teve que se adaptar a uma nova linguagem e todos reencontraram seus nichos. Trocando em miúdos, no final ficava cada macaco no seu galho.

Eis que surge a internet, que não só cria (ou procura) sua própria linguagem, como se apropria das demais e força todas as outras mídias a repensarem seu posicionamento na sociedade. E aí entra um ponto importante, o negócio das empresas nunca havia sofrido uma mudança tão brusca, cada meio que surgia, incorporava, à sua maneira, a publicidade como fonte de receita. E agora a internet, ela própria, ainda não encontrou seu modelo para fazer dinheiro. E desde então, todos colocaram seu chapéu de Indiana Jones e saíram à caça desse Santo Graal.

Larry Digma, assim como muitos outros, saiu atrás do tesouro. Ainda não o encontrou, mas seu livro (eu prefiro chamá-lo de artigo extenso) traz algumas questões interessantes sobre o tema. Não é nada muito profundo, mas ajuda quem quer começar a entender os problemas e as (possíveis) soluções para o futuro do Jornalismo. Por isso mesmo, eu o indico, prioritariamente, a estudantes de Comunicação.

Seus argumentos não fogem do que já se vem falando e, em muitos aspectos, vão ao encontro do que Nick Billton escreveu em seu livro I live in the future. Mas o que mais me interessou foi o direcionamento que ele deu, como se se destinasse aos que estão na base da pirâmide, os jornalistas (mais um motivo para estudantes lerem). O autor explica as transformações no processo de construção da notícia e a quebra de paradgmas, principalmente, na distribuição da informação. Antes o jornalista “apenas” precisa escrever um texto claro, contando os acontecimentos. Hoje ele precisa ter em mente a cadeia de valor completa, pensar em como divulgar uma informação em tempos de compartilhamento de conteúdo e multiplicação de fontes.

Sem dúvida, um dos pontos mais importantes que ele coloca é que, ao contrário do que se grita por aí, o conteúdo não é mais o rei e sim a distribuição, portanto, players que focam nesta etapa, reinarão.

Enfim, vale a pena ler os pontos que separei do livro abaixo, mas também recomendo lê-lo por completo. Ele está à venda para Kindle na Amazon e é bem curtinho.

The Business of Media

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Crônica de uma morte anunciada

Posted by Luciana | Posted in Jornalismo | Posted on 19-06-2009

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E finalmente aconteceu o que já se previa há muito tempo: caiu a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. Entre gritos, protestos e desespero dos coleguinhas acostumados a fórmulas de bolo, tive uma sensação de que a vida continua. Como está e bem.

Pra falar a verdade, a primeira reação foi de indignação, como assim passar quatro anos da minha vida me esforçando, driblando as dificuldades de estudar numa universidade pública brasileira e agora falarem que foi em vão? Não, não foi em vão, aprendi muito. Mas não aprendi a escrever lá. Nem a fotografar, muito menos a ter cara bonita para a televisão. O que aprendi foi mais do que isso, aprendi a pensar. Sim, porque num país onde a Educação está tão defasada e a sociedade paga os seus pecados instituindo sistemas de cotas, uma das coisas mais valiosas é aprender a pensar.

Pensar não é copiar metodicamente o que está escrito no quadro. Também não é decorar o que é lead, o que é pirâmide invertida ou que uma morte interessa mais que dois feridos. É principalmente saber absorver informação e transformá-la em conhecimento, e além disso, usá-lo para evoluir.

E por falar em evoluir, a Comunicação evoluiu e parece que muita gente não se deu conta. Perderam tempo gritando por todos os cantos que blog não é jornalismo e que a internet é uma ameaça para os jornais. Não se deram conta que os paradigmas aprendidos em livros de décadas passadas caíram e nem aprenderam com as experiências de que cada novo veículo trás uma nova forma de se comunicar. Blogs, microblogs, redes de blogs… quem lutou contra eles não soube aprender com eles. E aí está a importância em saber pensar.

Apoio quem tem diploma e continuo tendo orgulho do meu. Na prática sabemos que profissionais qualificados sempre terão mais chances. Assim como também sabemos que há profissionais de outras áreas que podem contribuir para a evolução da Comunicação. Nunca o Jornalismo foi tão interdisciplinar e quem aprendeu a pensar lá na faculdade (seja de Jornalismo, Filosofia, Ciências Políticas…) será bem-vindo porque, para ser sincera, acho que tem muita gente por aí com diploma que não tem um terço da perspicácia (e do sentido de viver em sociedade) que o João que mandou sua foto indignado com o  buraco da sua rua para o jornal. Sim, Jornalismo Cidadão é isso, é ir mais além, é denunciar, é participar e, para tudo isso, é preciso pensar.

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