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Rumo à web semântica?

Posted by Luciana | Posted in Google, microsoft | Posted on 09-06-2009

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A semana passada foi bem agitada para os mecanismos de pesquisa. Eu diria inclusive que há muito tempo não víamos tanta novidade.

Para começar, a Microsoft lançou mais uma versão para o seu buscador (tá bom, é um novo buscador) e o (re)batizou de Bing. Segundo a empresa, não é simplesmente um “buscador” e sim uma ferramenta que auxilia na tomada de decisões. No Brasil, ainda não dá para usar todas a possibilidades que os norte-americanos já têm disponíveis, como por exemplo, planejar uma viagem. Mas já podemos ver a carinha dele.

Todo o barulho que a MS fez (com direito a comerciais da TV norte-americana) pareceu ter surtido efeito quando lá para sexta-feira foi divulgado que o Bing havia passado o Yahoo! e assumido a segunda posição no ranking dos buscadores. Mas só pareceu mesmo, porque há quem diga que o motivo foi outro. Alguns usuário do Internet Explorer 6 (vai aí mais um motivo para largá-lo) notaram que a busca padrão do seu navegador mudou para o Bing sem que eles tivessem feito essa opção. Mesmo os que tivessem como padrão o Google ou outro, receberam resultados do novo buscador da Microsoft.

Agora eu lhe pergunto, como você se sentiria se um dia acordasse, fosse na geladeira e a Parmalat tivesse trocado o leite que você escolheu no supermercado por um da marca dela? Por mais que o leite dela fosse melhor (isso é questão de gosto), você não se sentiria invadido?

A Microsoft correu para se explicar e disse que a “falha” já foi reparada e que respeita o direito de escolha dos seus usuários acima de tudo.

Na paralela, o Google lançou o que foi visto como os primeiros passos rumo à web semântica, o Google Squared. Na verdade, é um buscador que organiza os resultados em tabela, ajudando na tomada de decisões (uai, não era o Bing que fazia isso?).

Marissa Mayer fez uma breve apresentação no último dia 3 e usou como exemplo a expressão cachorro pequeno (small dog). Como resultado, o Google apresentou uma tabela com muitas informações separadas por raças de, claro, cachorros pequenos. Assim como o Bing, logo ficamos sabendo que não teríamos as mesmas opções dos usuários norte-americanos, pois a pesquisa só funciona com termos em inglês.

Mesmo assim, fiquei animada para brincar com o buscador, mas logo percebi que mesmo em inglês ainda deixa muito a desejar. Uma variação da pesquisa apresentada, cachorro grande (big dog) já nos apresenta uma quantidade muito menor de informações e muito longe da organização que nos ajudaria a escolher uma raça.

Enfim, acho que ainda estamos um pouco longe da tão sonhada web semântica, mas se serve de consolo, é bom saber que pelo menos estão se movimentando. Quem sabe essa corrida da Microsoft para desbancar o Google não ajude nesse sentido. Num cenário de tanta hegemonia do gigante do Vale do Silício, só mesmo um buscador revolucionário poderia mudar a atual estrutura que temos.

Enquanto isso não acontece, você já sabe o que fazer se quiser escolher um cachorrinho de estimação. Mas só de pequeno porte, se quiser um cão de guarda, terá que esperar um pouco mais.

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