Archive for the Sociedade Category

O Congresso de portas (e dados) abertos

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Basta de reclamar e não fazer nada! Não está satisfeito com a situação do país? Pois faça algo para mudar, ou pelo menos fiscalize os seus representantes e se certifique que estão cumprindo o seu papel. Acha isso muito difícil? O site Congresso Aberto está aí para derrubar a desculpa que não dá pra fazer nada.

Em formato de blog, super direto e funcional, o Congresso Aberto informa a população o que os políticos têm feito no Congresso. E vai mais além de jogar dados no ventilador, utiliza gráficos que mostram de maneira mais clara as votações, relaciona as proposições na fila, resume as atuações dos deputados, entre outras coisas.

Desenvolvido de forma independente por cientistas políticos, o site ainda está em fase de testes, mas já traz uma contribuição enorme para quem se preocupa com os rumos que o nosso país toma. Espero que seja só o início de um grande projeto e que também incentive outras pessoas a pensarem em soluções que melhorem nosso exercício da cidadania.

Não deixe de adicionar o feed. É praticamente um dever como brasileiro.

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Aprendendo a lição de Obama

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Hoje é um dia histórico. Os EUA elegeram o primeiro presidente negro desse país com questões raciais históricas. Mas mais além da cor (e da origem queniana) de Obama, que não deveria nem chamar a atenção em um mundo perfeito, fica a lição de como tirar proveito das novas mídias.

O 4º Poder vai continuar sendo o 4º Poder sempre, pois toda sociedade necessita informação e, consequentemente, quem as produza. Mas as mudanças dos últimos anos com a web 2.0 romperam paradigmas e finalmente tirou a pessoa comum do simples papel de receptora e a colocou como produtora e, melhor ainda, formadora de opinião.

Saber lidar com este novo cenário é o caminho, não só para candidatos, mas qualquer figura pública e empresas agradarem o público/consumidor. Desde o início, Obama esteve atento às novas ferramentas da internet e rapidamente se tornou o queridinho do universo web. A verdade é que apoiar Obama se tornou cool e a onda foi tomando proporções enormes principalmente depois que McCain demonstrou não ter a menor afinidade com novas tecnologias.

E é claro que simplesmente ter um blog, usar o Twitter ou montar um canal no Youtube não são suficientes para o sucesso. Assim como Obama é necessário entender essa nova linguagem e falar a língua dos novos formadores de opinião. Como ele mesmo disse: a mudança chegou.

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Google e Apple apoiam a causa gay

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apple_logo

Duas gigantes do mundo da tecnologia, Google e Apple, contribuiram financeiramente com a campanha No on 8, contra uma emenda que pretende proibir a união entre pessoas do mesmo sexo na California. Além disso, as duas também anunciaram, em seus blogs e em notas oficiais, que apoiam o casamento gay.

É um sinal de que os tempos estão mundando. Além de sairem de uma postura neutra – a mais adotada até hoje pelas grandes empresas – apoiam uma causa que ainda é muito polêmica. Pode até ser uma estratégia de marketing, mas ainda assim considero positivo que players tão importantes “saiam de cima do muro”. Pode servir de incentivo para outras áreas e até pessoas aceitarem as difernças.

Não sei se posso contribuir muito, mas pelo menos também assumo aqui no blog a posição de quem apoia a causa gay. Afinal, já há muita coisa ruim no mundo, por que proibir uma manifestação de sentimento nobre? Assim como Lulu Santos, eu considero justa toda forma de amor ;)

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Articulação virtual, protesto real

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Já nem é mais novidade que o Twitter vem se mostrando como uma ferramenta de distribuição de notícias mais rápida e efetiva que outros meios tradicionais. Mas ontem eu senti isso muito mais forte pois, já que tenho muitos contatos da Argentina (morei lá um bom tempo), ontem houve uma avalanche de mensagens sobre o panelaço que fizeram em Buenos Aires e outros lugares do país.

Era um tal de “movimentação aqui em Almagro” e “vejo muitos manifestantes aqui em Caballito”… e quando vi já havia toda uma articulação de protesto web.

Eu já havia comentado sobre a quantidade de ícones em apoio ao campo argentino no início do ano no MSN e mais uma vez eles deram um exemplo de como usar novas tecnologias para fazer algo bem antigo: botar a boca no trambone quando a situação pede!

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Última tendência

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Ontem, depois de um dia inteiro de trabalho fizemos um happy hour no Saidera da Praia do Canto. Não satisfeitos, demos uma passada pela Rua da Lama, que estava lotada, para variar. Eu tinha jurado não pisar novamente naquela sinuca suja dali, mas já que estamos, né? É até bom lembrar os tempos de universitária e saber o que está na moda pelos lados da Ufes.

Entre uma tacada e outra reconheci a voz do Galvão Bueno e vi que começava o jogo do Brasil. Legal, vamos ver o que acontece… até que… hum, gol da Venezuela! Detalhe que demorou a cair a ficha, já que o pessoal ao redor estava comemorando. Putz, esqueceram de me avisar que a moda agora é torcer para o time do Chavez para parecer intelectual!

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Panelaço na web

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Dos 11 argentinos que eu tinha online hoje de manhã no messenger, sete tinham o desenho de uma vaquinha no nick. Não, não é porque eles adoram um churrasco, é o apoio deles aos produtores rurais que estão em guerra com o governo. É, há coisas que temos que aprender com eles.

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E se eu não quero saber?

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Ultimamente se fala muito sobre invasão de privacidade e limites de exposição. É comum se sentir incomodado quando se tem que passar em algum lugar com câmeras ou fornecer dados para acessar serviços… tudo isso é um saco mesmo. Mas numa época em que tudo está muito aberto, os conceitos de comunicação estão sendo repensados e é cada vez mais fácil interagir, há pessoas que realmente esquecem do bom senso.

O que fazer quando, em vez de sentir nossa privacidade invadida, somos obrigados a invadir às dos outros? Uma coisa é informar seu estado de ânimo via Twitter ou escrever um blog egocêntrico como este, outra coisa é mudar o seu nome no Orkut cada vez que lhe acontece uma desgraça. Só no último mês tive amigos com sobrenomes curiosos como a Fulana Estou Doente (na semana seguinte ela trocou para Fulana Vou Operar) e o Fulano Luto. Desagradável!

Parece que quanto mais  ferramentas de comunicação se inventam, mais as pessoas têm a necessidade de gritar desesperadas pedindo apoio ou um pouco de atenção.

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Você poderia me dar mais uma bolsinha?

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Li hoje na Folha que a China proibiu sacolas plásticas gratuitas em lojas com o objetivo de diminuir a quantidade de bolsas jogadas no lixo diariamente. Foi inevitável me lembrar dos mercadinhos chineses de Buenos Aires que quase nunca davam bolsas suficientes. Com isso o governo portenho não tem que se preocupar.

Uma vez me contaram que o governo chinês, além de implementar a sua famosa e polêmica política de controle de natalidade, incentiva o povo a emigrar para outros países e assim, tirar um peso das costas. Normalmente, os que recebem esse incentivo do governo (não sei qual é o critério de seleção) vão para outros países com capital suficiente para abrir um pequeno negócio que sutente ele, a sua família e alguns empregados mais (de quebra, eles se livram de mais chineses). Parece que a Argentina tem um acordo com a China que facilita a instalação dos chineses e por causa disso, é muito comum encontrar pessoas com os olhinhos puxados por todos os cantos da cidade.

Normalmente eles abrem uma lavanderia, um restaurante (chinês, claro) ou um mercadinho. Diz a lenda urbana que onde há chinês não há cachorro de rua. Não sei se é verdade, mas desde que me contaram isso eu parei para analisar e nunca vi um cachorrinho andando sozinho em Buenos Aires. Por motivos obvios, eu não comprava carne nos mercadinhos deles. Mas como sou hipócrita, adorava os restaurantes chineses onde comia yaksoba, chaw mien, chaw fan… sem saber muito sobre a procedência da carne. Sabe como é, é a população que mais se multiplica no mundo, tão mal não deve fazer comer um totó de vez em quando. E a verdade é que os pratos eram realmente saborozos, principalmente no Barrio Chino (Bairro Chinês) onde eles estão concentrados. É relamente um pedacinho da China, onde você pode comer a comida deles, visitar o templo budista, comprar “iguarias” (leai-se insetos desidratados) do oriente e, se sobrar tempo, alugar um filme chinês em uma locadora especializada. Nosso problema sempre foi ler o cardápio, já que geralmente estava, claro, em chinês, como quase todos os letreiros do bairro.

Mas voltando ao tema das sacolas de plástico… Eu não costumava ir muito ao mercadinho chinês perto da minha casa, porque achava meio desorganizado e um pouco sujo, além de não ter a mesma variedade que um supermercado. Mas depois que descobrimos que lá os vinhos eram muuuuuito mais baratos (não me pergunte o motivo) virei freqüentadora assídua. Só que era sempre a mesma discussão maluca no caixa. Sempre queriam colocar duas, três, às vezes quatro garrafas de vinho em uma única sacola de plástico e era óbvio que não resistiria a quadra que teria que andar até a minha casa. Seria mais fácil talvez se o atendente e eu falássemos alguma língua em comum. Eu tentava espanhol, inglês, português… qualquer coisa, mas o cara só entendia mesmo o chinês (ah claro, ele sabia muito bem contar em espanhol, principalmente o dinheiro). O jeito era apelar para a linguagem dos sinais (acredite, há sinais que têm o mesmo significado em qualquer lugar do mundo) e eu acabava conseguindo pelo menos uma sacolinha mais.

Então, fico me perguntando, se os chineses consomem 3 milhões de sacoles plásticas por dia (isso disse a reportagem) mesmo com essa “mendigagem”, quantos eles consumiriam se me dessem o número correto para levar as garrafas para casa? Isso sem falar que o atendente nunca entendeu porque eu queria separar os produtos de limpeza das verduras na bolsa…

Nota: brincadeiras à parte, acho interessante a iniciativa do governo chinês e poderia servir de exemplo para evitar tanto desperdício.

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E se eu quero tudo?

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Mais um ano vai embora, outro novinho em folha está chegando e, por mais que pareça ridícula a importância exagerada que se dê a essa passagem, o clima de nova oportunidade contagia até a mim. O ser humano necessita mesmo de ritos de passagens ou algum tipo de ordem que o faça organizar sua vida. E sabe aquele ditado “yo no creo en las brujas, pero…”? Eu sempre escolho cores positivas, porque você sabe, just in case. Estava pensando em passar a virada com um vestido amarelo e roxo (parece bem divertido, né?) mas já me disseram “hum, roxo é? Isso não lembra a morte?” e eu que tinha tudo planejado nos mínimos detalhes vi meu mundo ir abaixo.

Tenho uma blusa branca que nunca usei, mas acho tão sem graça isso de branco. Sou a pessoa menos tranqüila que eu conheço, eu já acordo pulando, não consigo caminhar pela casa, vou sempre saltando pra lá, pra cá, abro a geladeira para pensar… seria muita hipocrisia passar com uma cor que pede paz.

Então talvez seja melhor pensar no que eu quero para 2008 e a partir disso pensar nas cores que devo vetsir. Deixa eu ver, no próximo ano eu quero conseguir um bom emprego, ter muita saúde, comprar meu carro, terminar a minha tese, correr mais, encontrar o amor da minha vida… que cor representa isso tudo?

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Uma fronteira muito distante

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O congresso uruguaio aprovou ontem a legalização da união civil entre homossexuais. Se você, sem essa informação, tivesse que pensar qual seria o primeiro país latino-americano a tomar tal decisão, qual escolheria? O Brasil, considerado tão open-minded? O Chile, que parece estar um passinho mais perto das “maravilhosas idéias de libertadade” da América? Ou a Argentina, já que Buenos Aires é considerada a capital do turismo gay no continente? Eu acho que responderia Uruguai.

Não, não tenho bola de cristal. É que nas duas vezes que estive nesse país a mentalidade do povo uruguaio me surpreendeu. Na primeira viagem, a Colonia, fiquei sabendo que a prostituição era legalizada e fiscalizada. Claro, não sei se a prática funciona bem, mas ao menos a teoria me parece muito interessante. A profissão de prostituta é reconhecida como qualquer outra, elas contribuem à previdência social e por isso têm direito a aposentadoria e outros benefícios (detalhe interessante: só essas profissionais e os das Forças Armadas se aposentam antes que os demais). Mas não é tão simples, têm que ser registradas e passar por exames médicos periodicamente.

Acho super válido, pois sabemos que a proibição nunca foi capaz de abolir a prosissão mais antiga do mundo (será mesmo?) e legalizá-la evitaria vários efeitos colaterais, como transmissão de doenças, tráfico de mulheres e prostituição infantil.

Já a minha segunda viagem foi a Montevidéu (com uma passagem rápida por Punta del Este). Numa tarde de feriado na capital uruguaia, a chuva me surpreendeu e tive que deixar meu passeio pelos lindos edifícios antigos para procurar abrigo numa caixa de sapatos gigante e impessoal chamada McDonald’s. Pedi um café (tenho que reconhecer, uma coisa que sinto muita falta da minha vida às margens do Río de la Plata são os cafés premium do Mc) e me sentei para ler El País e observar os uruguaios. Acontece que quanto mais eu andava pelas ruas, mas achava tudo muito parecido à Argentina. Não era para menos, um país tão pequeno não tinha condições de produzir para uma demanda tão limitada, era muito mais negócio importar do vizinho e nisso se deve incluir também a indústria cultural argentina. Procurando nas bancas, não encontrei nenhuma revista nacional, eram todas vindas do outro lado do rio. Muitos canais da TV eram argentinos também, repetindo a mesma programação que eu via em Buenos Aires.

Nas primeiras linhas do jornal, vi que também seguiam o padrão de escrita dos diários argentinos e então comecei a olhar em volta para saber o que tinham de diferentes. Foi quando chegou uma garota, de uns 18 ou 19 anos e se sentou na mesa ao lado. Fiquei observando sua roupa, que parecia muito às das argentinas e pensava “ai, por que pelo menos nisso eles não copiam do Brasil?”. Mas tudo bem, ela era inclusive mutio bonita. Alguns minutos depois chega outra menina, aparentando também a mesma idade e ao cumprimentá-la, para minha surpresa, lhe dá um beijo na boca, desses bem dados.

Confesso que me surpreendi com a naturalidade como as meninas se comportaram. Olhei ao redor e ninguém se alterou, como se não tivesse passado nada estranho. Na verdade, não tinha passado nada de mais, nem era da minha conta, mas convenhamos que não vejo isso todos os dias. Eu dividia meu tempo em ler o jornal, tomar meu café, olhar as garotas e me repreender pela minha curiosidade discriminatória.

Depois fiquei pensando na minha atitude e qual seria a dos demais se, em vez do Uruguai, estivéssemos no Brasil. Será que aqui, onde dizemos que somos um povo tão aberto, as pessoas simplesmente ignorariam a situação e seguiriam com seus cafés como se não tivesse acontecido nada?

Então fica a lição. A lei é excelente, mas na verdade o que importa mesmo é como o povo encara a questão. Talvez as duas hoje estejam felizes com a resolução, ou talvez nem se importem muito porque o principal já tinham: a liberdade de ser o que são.

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Diz-me que fazes no Orkut e te direi quem és

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É, as pesquisas comprovam o que eu já tinha observado desde que voltei para o Brasil: os brasileiros usam mais o Orkut que o e-mail (matéria da Folha de S. Paulo). Eu já tinha meu perfil há algum tempo, mas nem entrava muito quando estava na Argentina, afinal lá a moda é estar no Facebook, onde eu tmabém tenho perfil. Achei engraçado quando conheci um brasileiro em Montevidéu (eu ainda morava em Buenos Aires) que, em vez de pedir meu e-mail, me perguntou se eu tinha Orkut.

E não sei o motivo, mas a moda pega mesmo. Desde que eu cheguei entro todos os dias no Orkut para ver os scraps, responder, ver quem subiu fotos e videos novos, adicionar conteúdos… talvez seja porque é mais aberto e nós brasileiros adoramos bisbilhotar a vida dos outros. Isso sem contar que em alguns minutos você pode se informar muito sobre algumas pessoas. Vai dizer que as comunidades que entramos não dizem bastante sobre nós mesmos? Sem falar nos contatos, saber com quem certa pessoa se relaciona, como conversa com as outras…

Antes conhecíamos uma pessoa e íamos descobrindo coisas novas com o tempo. Às vezes nos surpreendiam para bem ou para mal, mas não assim de cara. Tenho uma teoria de que cada vez mais os relacionamentos são artificias, assim como a maioria das coisas atualmente. Em uma sociedade onde as marcas impõem os gostos à maioria em um piscar de olhos, as pessoas se acostumaram ao “imediatismo” também nas relações pessoais.

Já são cada vez mais raros esses momentos mágicos em que você está saindo com uma pessoa há algumas semanas e, na sorveteria, ela pede sorvete de chocolate com nozes e você “ah, você gosta de sorvete de chocolate com nozes? É o meu preferido!” e done, você acha que é o amor da sua vida (não importa se é ou não é de verdade). Agora você conhece alguém numa noite, vai para casa e já vê na lista de comunidades dela “Adoro sorvete de chocolate com nozes”. Onde está o romantismo nisso tudo?

Isso sem falar nos inúmeros amores desperdiçados por bobagens. Voltando à mesma situação da sorveteria: você acaba de descobrir que são almas gêmeas por causa do gosto do sorvete e, de repente, o seu grande amor diz que esse momento faz lembrar uma música linda do Bruno e Marrone… urg… seu estômago se retorce de decepção… mas você acaba aceitando, afinal, seu coração já foi fisgado.

Nos tempos do Orkut, essa relação não teria sobrevivido o suficiente para chegar à sorveteria. No dia seguinte você já teria visto na sua lista de comunidades “Amo Bruno e Marrone” e, provavelmente, bloquearia o seu perfil.

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Não estou sozinha

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Hoje, encontrei um post num blog de uma brasileira que também vive em Buenos Aires que alegrou o meu dia. Enfim, chagava a me sentir intolerante com a forma de se vestir das argentinas (a Joanna teve aqui e também se assutou!).

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Se o TRE visse isso…

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Domingo passado os porteños votaram para “chefe de governo”, algo parecido ao prefeito de Buenos Aires. Claro que o Brasil não tira 10 em campanha eleitoral, mas o que eu vi aqui me deixou de queixo caído. E como eu só convivo com argentinos fica difícil criticar, mas encontrei um blog em que contaram sem medo o que á a “política argentina”. Vale a pena ler. Muito bom seu post, Túlio!

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Se o TRE visse isso…

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Domingo passado os porteños votaram para “chefe de governo”, algo parecido ao prefeito de Buenos Aires. Claro que o Brasil não tira 10 em campanha eleitoral, mas o que eu vi aqui me deixou de queixo caído. E como eu só convivo com argentinos fica difícil criticar, mas encontrei um blog em que contaram sem medo o que á a “política argentina”. Vale a pena ler. Muito bom seu post, Túlio!

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Celebrando a Pátria (dos outros)

Posted in Argentina, Buenos Aires, Café, Costumes, Feriado, Fotos, Recoleta, Sociedade | No Comments »

25mayo01

Dia 25 de maio na Argentina é o Día del Primer Gobierno Patrio (algo assim como dia do primeiro governo pátrio). Pelo o que contam nas escolas aos argentininhos, foi a primeira vez em que os argentinos constituiram um governo local. Mas as más línguas (as que geralmente têm razão mas são ignoradas pelos livros de história) contam que a coisa foi um pouco mais complexa: quando Napoleão invadiu a Espanha (você se lembra da vinda da Corôa Portuguesa ao Brasil?) os criollos (nascidos aqui) não aceitaram depender da França e juraram lealdade ao rei da Espanha (Em 1810). Ou seja, é o dia em que os argentinos quiseram continuar dependentes dos espanhois.

Bem, nesse dia é costume por aqui enaltecer a Pátria. Os argentinos penduram sua bandeira na janela, no carro, no cachorro… parece Copa do Mundo. Para eles é como se fosse o Dia da Independência (a história nem é tão diferente à nossa). Mas o melhor desse feriado é a tradição de comer churros com chocolate quente. E sabe como é, se é tradição e é chocolate, a gente segue.

Então dei um pulinho no Café Victoria, na Recoleta, para celebrar um feriado que já entrou para a lista dos meus favoritos!

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Viva o santo que nunca foi santo

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Aqui na Argentina o dia dos namorados não é comemorado em 12 de junho e sim, seguindo a tradição de muitos países do mundo, é comemorado no dia 14 de fevereiro, Día de San Valentín. Na verdade, a Igreja Católica não reconhece esse tal “santo”, que diz a lenda celebrava casamentos escondidos (acho que sei porque não é reconhecido). Verdadeira ou não a história, o comércio sempre aproveita, afinal, nem Papai Norl existe. E quem quer uma data mais para festejar aproveita também.

Fomos a um restaurante em Puerto Madero, que para variar, estava cheio de norte-americanos, onde a tradição de San Valentín, ou o Valentine´s Day - como eles chamam a data - é muito forte. Também vi muitos europeus pelas ruas saindo para conseguir uma mesa de restaurante. Aliás nunca entendi porque o Brasil não comemora no dia 14 de fevereiro como muitos países. Talvez porque se concincide com o carnaval… não dá muito certo. Bom, tradições e lendas à parte, o melhor mesmo é comemorar nos agora e em 12 de junho também. :)

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Eu recomendo: Alive in Baghdad

Posted in Política Internacional, Recomendo, Sociedade | 1 Comment »

Encontrei um blog que, à primeira vista, parece interessante: Alive in Baghdad, escrito por iraquianos que contam, a partir dos seus olhos, as consequências da invasão dos Estados Unidos naquele país. Confesso que não parei para ler com calma, mas a primeira impressão foi boa.

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