19
jun
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E finalmente aconteceu o que já se previa há muito tempo: caiu a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. Entre gritos, protestos e desespero dos coleguinhas acostumados a fórmulas de bolo, tive uma sensação de que a vida continua. Como está e bem.
Pra falar a verdade, a primeira reação foi de indignação, como assim passar quatro anos da minha vida me esforçando, driblando as dificuldades de estudar numa universidade pública brasileira e agora falarem que foi em vão? Não, não foi em vão, aprendi muito. Mas não aprendi a escrever lá. Nem a fotografar, muito menos a ter cara bonita para a televisão. O que aprendi foi mais do que isso, aprendi a pensar. Sim, porque num país onde a Educação está tão defasada e a sociedade paga os seus pecados instituindo sistemas de cotas, uma das coisas mais valiosas é aprender a pensar.
Pensar não é copiar metodicamente o que está escrito no quadro. Também não é decorar o que é lead, o que é pirâmide invertida ou que uma morte interessa mais que dois feridos. É principalmente saber absorver informação e transformá-la em conhecimento, e além disso, usá-lo para evoluir.
E por falar em evoluir, a Comunicação evoluiu e parece que muita gente não se deu conta. Perderam tempo gritando por todos os cantos que blog não é jornalismo e que a internet é uma ameaça para os jornais. Não se deram conta que os paradigmas aprendidos em livros de décadas passadas caíram e nem aprenderam com as experiências de que cada novo veículo trás uma nova forma de se comunicar. Blogs, microblogs, redes de blogs… quem lutou contra eles não soube aprender com eles. E aí está a importância em saber pensar.
Apoio quem tem diploma e continuo tendo orgulho do meu. Na prática sabemos que profissionais qualificados sempre terão mais chances. Assim como também sabemos que há profissionais de outras áreas que podem contribuir para a evolução da Comunicação. Nunca o Jornalismo foi tão interdisciplinar e quem aprendeu a pensar lá na faculdade (seja de Jornalismo, Filosofia, Ciências Políticas…) será bem-vindo porque, para ser sincera, acho que tem muita gente por aí com diploma que não tem um terço da perspicácia (e do sentido de viver em sociedade) que o João que mandou sua foto indignado com o buraco da sua rua para o jornal. Sim, Jornalismo Cidadão é isso, é ir mais além, é denunciar, é participar e, para tudo isso, é preciso pensar.
Tags: diploma de jornailismo, Jornalismo, jornalismo cidadao
5
nov
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Hoje é um dia histórico. Os EUA elegeram o primeiro presidente negro desse país com questões raciais históricas. Mas mais além da cor (e da origem queniana) de Obama, que não deveria nem chamar a atenção em um mundo perfeito, fica a lição de como tirar proveito das novas mídias.
O 4º Poder vai continuar sendo o 4º Poder sempre, pois toda sociedade necessita informação e, consequentemente, quem as produza. Mas as mudanças dos últimos anos com a web 2.0 romperam paradigmas e finalmente tirou a pessoa comum do simples papel de receptora e a colocou como produtora e, melhor ainda, formadora de opinião.
Saber lidar com este novo cenário é o caminho, não só para candidatos, mas qualquer figura pública e empresas agradarem o público/consumidor. Desde o início, Obama esteve atento às novas ferramentas da internet e rapidamente se tornou o queridinho do universo web. A verdade é que apoiar Obama se tornou cool e a onda foi tomando proporções enormes principalmente depois que McCain demonstrou não ter a menor afinidade com novas tecnologias.
E é claro que simplesmente ter um blog, usar o Twitter ou montar um canal no Youtube não são suficientes para o sucesso. Assim como Obama é necessário entender essa nova linguagem e falar a língua dos novos formadores de opinião. Como ele mesmo disse: a mudança chegou.
Tags: eleições, EUA, Obama, web 2.0
6
mar
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Alguém mais achou infeliz o título da Folha Online sobre o câncer termnal do Patrick Swayze?
23
jan
Posted in Argentina, Esportes, Futebol, Jornalismo, Rivalidade | No Comments »
Hoje estava organizando os jornais que trouxe da Argentina para a minha tese e não pude resistir em tirar fotos das três melhores capas do Olé enquanto eu estava lá. Enjoy!:
Olé de 01/07/2006: Argentina fora da Copa!!!
Capa do Olé 02/07/2006: Quem ri por último ri melhor e dessa vez eles riram melhor
Capa do Olé 30/06/2005: Lembra do baile na Copa das Confederações? Deu pane na impressora deles… hahaha.

Capa do Crónica 30/06/2006: Ainda chorando pela Copa das Confederações este jornal (mais que) sensacionalista escreveu “Um dia negríssimo”, lembrando que o São Paulo ganhou do River no mesmo dia. Detalhe: eles costumam chamar nós brasileiros de negros, entendeu a conotação???
7
mar
Posted in Argentina, Buenos Aires, Jornalismo, Maradona | No Comments »
Até quando os jornalistas vão achar que sabem tudo, inclusive hablar español, porque sabe como é, é igualzinho ao português, se entende tudo… hahaha… dá nisso. Hoje li no Gazeta Online que Maradona tinha se metido em mais uma confusão “quando disputava uma partida de boliche no clube Sunset de Olivos”.
Coleguinhas que por aí hablam portunhol: boliche em espanhol (pelo menos no espanhol argentino) não é o jogo que conhecemos no Brasil, e sim casa noturna. Ou seja, ele não estava disputando uma partida de boliche e sim, estava numa boate. E Sunset, por sinal, é uma boate muito conhecida de Buenos Aires.
Não é uma gafe tonta como pode parecer. Fico pensando em quantas traduções mal feitas eu devo ter lido em jornais sem saber. Nem culpo tanto a Gazeta por isso, deve ser uma prática muito comum, e para falar a verdade é até engraçado ver notícias do Brasil por aqui. Este ano, por exemplo, os argentinos assitiram os desfiles das Escolas de Samba de São Paulo, pensando que eram as do Rio. Das duas uma: ou o canal pagou mais barato e preferiu enganar os telespectadores ou receberam as imagens de uma agência de notícias e simplesmente colocaram no ar levados pelo senso comum de que carnaval é só no Rio.
Mas a melhor de todas foi quando falaram sobre a candidatura a presidente do ex-ministro da Educação brasileiro, Chico Buarque, que claro, também á cantor. Agora fica a dúvida: como confiar nas notícias internacionais que recebemos ou sobre os assuntos que no temos a mínima idéia, como ciência, por exemplo? Afinal, os jornalistas são como nós: humanos.