jan 29

Sábado passado fizemos uma viagem longa, até o Japão. Depois de 15 minutos finalmente chegamos ao país do Sol nacente e das câmeras fotográficas. Bem os únicos que vi tirando fotos sem parar não tinham os olhos puxados e alguns até falavam português. Estereótipos ou não, a verdade é que havia muitos peixes coloridos (e famintos!) e um restaurante japonês. Mas comemos mesmo um sorvete bem argentino, quer dizer, bem não sei de onde já que era Nestlé.

 

Essas boquinhas até assustam! Imagine centenas deles se aproximando pedindo comida. Comida pela qual temos que pagar, porque sabe como é, os japonês podem até parecer que não mas têm os olhos bem abertos e também são capitalistas, assim que para “brincar” com os bichinhos é melhor desembolsar $1 pela bolsinha pequena e $2 pela grande.

 

 

Depois de cansar de ver peixes coloridos de longe, decidimos sair a pescar nossos próprios mascotes. Assim que fomos aos Bosques de Palermo (aí ao lado) a ver se conseguíamos alguma coisa. Não, não consegui nenhum marlin, mas foi divertido pescar alguns peixinhos pequeninihos, deu ovontade de levar pra casa e colocar num aquário, mas achamos melhor devolvê-los e deixar que outras crianças os pesquem também.

 

 

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Escrito por Luciana

jan 17

Não, não é um cartaz para um filme de época (nem de Moulin Rouge), nem é a nova novela das 8 sobre imigrantes.  Somos Lucho e eu, no Uruguai, posando para uma foto que já entrou para a história. Crinaças, não tentem fazer isso em casa!

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Escrito por Luciana

jan 16

Estava devendo algumas fotos. Estas duas foram tiradas em Pinamar quando fomos no Natal. A primeira na ceia no restaurante, a segunda, bem, a segunda é no display de um restaurante alemão.

Em Pinamar no Natal 2006

Como bons alemães...

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Escrito por Luciana

jan 10

No fim de semana passado fomos ao Uruguai descobrir o que tem de bom do outro lado do Río de La Plata. E chegamos à conclusão de que há muita coisa interessante neste país tão pequenininho que já foi parte do território brasileiro. Talvez por isso achei o povo (são somente 3,3 milhões de habitantes) mais acolhedores que os argentinos e um pouco mais parecidos aos brasileiros. Nada contra os argentinos! Gosto deles como são, metidos ou não têm muita coisa para ensenhar a nós. Mas bem que nada melhor que chegar num lugar e sentir que as pessoas têm prazer em te ajudar.

Saindo de Buenos Iares

Saimos de Buenos Aires com destino à Colonia às 11h do sábado, duas horas atrasados na migração, mas valeu a pena porque o buque que tomamos era muuuuito legal, com um montão de coisas para fazer: comer, beber, jogar, dormir, passear e… como estamos em águas internacionais: free shop!

Não, não estamos no mar, este é o Río de La Plata, carinhosamente chamado Rio do Prata pelos brasileiros. É tão grande a distância entre uma margem e outra que entendemos porque os esanhois quando o descobriram chamavam Mar Dulce (Mar Doce).

Depois de três horas de viagem, já podíamos ver a cidade de Colonia, Uruguai.

Quando não há mar, a praia é de rio mesmo. Mas só pra quem gosta de se enganar, eu não entro aí nem que me paguem!

Colonia, devido à sua localização estratégica, foi disputada por muito tempo por espanhois e portugueses, por isso as casas do centro histórico (muito bem conservadas) misturam as arquiteturas coloniais dos dois países. Isso sem contar nos costumes que ainda se preservam, como a hora da siesta dos espanhois: o comércio fecha depois do almoç para que possam dormir e depois abrem de novo mais tarde. As pessoas ainda têm o costume de conversar na calçada, com a porta de casa aberta e obersar os que passam. Isso sem contar que a maioria nos cumprimentava mesmo sem nos conhecer.

Esta era conhecida como a Calle de los suspiros (Rua dos suspiros), porque é onde ficavam os bordéis da época colonial e contam que as moças ficavam nas janelas esperando os clientes - a maioria marinheiros - que suspiravam a ver tantas mulheres depois de meses no mar. Deviaser mais um menos uma Amsterdan do século XVIII. E um dado curioso que descobrimos: no Uruguai a prostituição é legalizada. As profissionais só precisam ter mais de 18 anos e ter um registro de trabalho, com controle de saúde periódico. Pagam à previdência e têm direito a se aposentar com 25 anos de trabalho, só esta categoria e os militares têm esse benefício, o resto só se aposenta depois dos 65 anos.

Em Colonia há muito caminho para percorrer se você quer conhecer tudo a melhor opção é alugar bicicletas e explorar tudo. Fizemos isso no primeiro dia. No sia seguinte estávamos tão cansados que alugamos umas scooters.

À noite tudo fica mais lindo porque as ruas não têm postes de luz, tudo é iluminado com luminárias antigas e se não fosse pela gente que passa em motos e biciletas pensaríamos que estávamos no período colonial.

Definitivamente o Uruguai me encantou. Adoreio povo, o clima do lugar, a tranqüilidade… pena que só durou um fim de semana, mas esperamos voltar e quem sabe conhecer Montevideu. Desde que nenhum uruguaio engraçadinho venha com a histório do Maracanaço, é claro!

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Escrito por Luciana

jan 05

Depois de dois anos e meio na Argentina cheguei à conclusão de que era melhor ter passado a infância aqui e depois ir trabalhar no Brasil. Enquanto no país do caranaval temos 30 dias de férias, aqui só temos direito a 15 dias (vai ampliando conforme tempo de serviço, mas convenhamos, depois de velho já não aproveitamos nada). Deve ser por isso que o tango é tão melancólico e o samba tão alegre.

Mas antes de que pensem “como sobrevivem os argentinos?” conto uma das vantagens de ao menos ser chico aqui: a espera pelos Reis Magos! Na noite do dia 5 para 6 de janeiro, os Reyes Magos passam por todas as casas e deixam um presente para as crianças, como se fosse o Papai Noel! Parece estranho para nós, mas é tão comum para eles como para nós é o bom velhinho. E não só aqui, na Espanha e em outros países da América Latina os Reis Magos garantem a alegria dos niños.

Então, se fazemos as contas: uma criança daqui recebe presentes no dia 25 de dezembro e dez dias depois outro. Se essa criança sou eu que faço aniversário dia 5 de janeiro (hoje!) são três regalos em duas semanas! Uau!!! Tenho que cobrar aos meus pais os 26 presentes que me devem pelo dia dos Reis Magos. E antes que se preguntem “mas não tem 25 anos? Então são 25 presentes!” lhes convito a um cálculo matemático muito simples: eu nasci no dia 5, ou seja, um dia depois já teriam que me dar um presente. Somando com meus 25 aniversários são 26!

E claro que essas festas são perigosas para as crianças espertas. Quando minha chefe estava me explicando as tradições dessa data eu lhe perguntei “mas se são três reis, tinha que ser três presentes, não?” e ela me recomendou “não pergunte essas coisas perto da alguma criança” hahaha…

Agora voltando à matemática: 3 x 26…

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Escrito por Luciana