No fim de semana passado fomos ao Uruguai descobrir o que tem de bom do outro lado do Río de La Plata. E chegamos à conclusão de que há muita coisa interessante neste país tão pequenininho que já foi parte do território brasileiro. Talvez por isso achei o povo (são somente 3,3 milhões de habitantes) mais acolhedores que os argentinos e um pouco mais parecidos aos brasileiros. Nada contra os argentinos! Gosto deles como são, metidos ou não têm muita coisa para ensenhar a nós. Mas bem que nada melhor que chegar num lugar e sentir que as pessoas têm prazer em te ajudar.


Saimos de Buenos Aires com destino à Colonia às 11h do sábado, duas horas atrasados na migração, mas valeu a pena porque o buque que tomamos era muuuuito legal, com um montão de coisas para fazer: comer, beber, jogar, dormir, passear e… como estamos em águas internacionais: free shop!


Não, não estamos no mar, este é o Río de La Plata, carinhosamente chamado Rio do Prata pelos brasileiros. É tão grande a distância entre uma margem e outra que entendemos porque os esanhois quando o descobriram chamavam Mar Dulce (Mar Doce).


Depois de três horas de viagem, já podíamos ver a cidade de Colonia, Uruguai.



Quando não há mar, a praia é de rio mesmo. Mas só pra quem gosta de se enganar, eu não entro aí nem que me paguem!

Colonia, devido à sua localização estratégica, foi disputada por muito tempo por espanhois e portugueses, por isso as casas do centro histórico (muito bem conservadas) misturam as arquiteturas coloniais dos dois países. Isso sem contar nos costumes que ainda se preservam, como a hora da siesta dos espanhois: o comércio fecha depois do almoç para que possam dormir e depois abrem de novo mais tarde. As pessoas ainda têm o costume de conversar na calçada, com a porta de casa aberta e obersar os que passam. Isso sem contar que a maioria nos cumprimentava mesmo sem nos conhecer.

Esta era conhecida como a Calle de los suspiros (Rua dos suspiros), porque é onde ficavam os bordéis da época colonial e contam que as moças ficavam nas janelas esperando os clientes - a maioria marinheiros - que suspiravam a ver tantas mulheres depois de meses no mar. Deviaser mais um menos uma Amsterdan do século XVIII. E um dado curioso que descobrimos: no Uruguai a prostituição é legalizada. As profissionais só precisam ter mais de 18 anos e ter um registro de trabalho, com controle de saúde periódico. Pagam à previdência e têm direito a se aposentar com 25 anos de trabalho, só esta categoria e os militares têm esse benefício, o resto só se aposenta depois dos 65 anos.





Em Colonia há muito caminho para percorrer se você quer conhecer tudo a melhor opção é alugar bicicletas e explorar tudo. Fizemos isso no primeiro dia. No sia seguinte estávamos tão cansados que alugamos umas scooters.






À noite tudo fica mais lindo porque as ruas não têm postes de luz, tudo é iluminado com luminárias antigas e se não fosse pela gente que passa em motos e biciletas pensaríamos que estávamos no período colonial.




Definitivamente o Uruguai me encantou. Adoreio povo, o clima do lugar, a tranqüilidade… pena que só durou um fim de semana, mas esperamos voltar e quem sabe conhecer Montevideu. Desde que nenhum uruguaio engraçadinho venha com a histório do Maracanaço, é claro!
Escrito por Luciana